te acho. te des-cubro dos panos brancos, sem luz, sem gelo.
e te distancio. é como se cada passo a frente te levasse também. cada vez mais longe. meses longe de mim.
e de longe, consigo continuar perto dos meus achismos, da minha expectativa imaginativa, afinal o que eu vi, de fato, foi o oposto daquilo que fora montado claramente nos meus pensamentos, nos olhares trocados daquelas manhãs guardadas do verão. esquivos, sim, vez ou outra escondidos pelo rímel já borrado, pela lente preta do ray ban, mas estavam lá, alimentando uma vontade que crescia aos poucos, discretamente. ou talvez nem existisse ainda. mas que, finalmente, incomodou, como uma lembrança boa que te pega no pulo, desprevenido.
de perto, é só uma menina. daquelas esquisitas. das que incomodam. e a gente gosta.
2 comentários.:
ótimo texto! Curti!
Peron... de onde você surgiu, hein? De algum conto fantástico dentro do mundo "real"? Tá por aqui só de passagem? Só pra fazer nascer novos amantes seus? Você é "do cacete"... entende, né, a força que tem um palavrão em definir um sentimento?!
:)!
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