de mais um verão, o que sobrou foi um punhado de histórias. e não venha com esses clichês de amores de verão, férias na praia. me refiro às pessoas. gente que não se encaixa, que foge da normalidade, que se mistura na confusão porque fica perdido se for diferente, gente que vê na tranquilidade um barulho que incomoda, que não se sente bem sem horários trocados.
mas das histórias, sinto falta de um punhado de coisa. sinto falta da época que eu não tinha que me explicar, mas eu sei que a faculdade não volta mais. é covardia querer que todas as pessoas sejam iguais aos amigos daquela época. sinto falta de mais pessoas por perto que entendam esse lance de energia, de gente que se dá e aguenta o tranco do peito aberto, sem vergonha do que vão pensar. sinto falta de mais gente sem vergonha, do trabalho que eu não tinha em conhecer as pessoas. hoje a gente tem que desfazer o laço, tirar a máscara, contar uma piadinha e descobrir um segredo da infância pra conhecer alguém melhor. são processos que quebram o encanto.
é natural as pessoas se perderem quando acham outras que se dão. não tá fácil encontrar gente assim por aí. e é natural a má interpretação dos diferentes, dos menores. é natural qualquer má interpretação daquilo que não se conhece, daquilo que não se sabe o gosto.
sobre os que fizeram aquilo que tiveram vontade, chamaram de louco, dissimulado. outros não aguentaram a pressão de sua própria loucura e tentaram se esconder atrás de padrões provincianos, cuspiram no prato, lamentavelmente. trocar energia não é pra qualquer um mesmo não. e não se iluda! sobre aqueles que apontaram como objeto, como coadjuante usado para apimentar a trama, estes foram os únicos ilesos. porque estes arproveitaram.
despeço-me do verão com minhas histórias reabastecidas, minhas energias muito bem dadas a quem (me) deu a loucura em forma de terapia. e agradeço àquela que fez bem sem saber porquê, muito menos se ganharia com isso.
lamento por aqueles que não conseguem entender tal simplicidade. gente que confunde reciprocidade com interesse. gente que confunde carinho com falta de vergonha, com vontade de aparecer.
era carinho. somente carinho. para aqueles que não enxergam assim, lamento mais uma vez. fiquem com seus conceitos pré estabelecidos, fiquem com seus egos inflados, com suas noites bem comidas e suas opiniões mal resolvidas. aqui, fico com as minhas histórias, com o vento efêmero das temporadas e da vida. e sobre as pessoas que se dão, àquelas para quem me dei, o que eu sei é que deram muito pra minha vida também: sabor.
1 comentários.:
gente que confunde reciprocidade com interesse. gente que confunde carinho com falta de vergonha, com vontade de aparecer.
era carinho. somente carinho.
Aaaaaaaai... eu preciso trocar um dedin de prosa cocê, maninha! Preciso mermo!
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