sábado, 30 de abril de 2011

cotidiano

minha vida é um cenário perfeito de situações de difícil compreensão. já me acostumei com os olhares passageiros que fixam na dúvida, nas incógnitas da minha rotina.
meço carinho pelas atitudes que me são dadas, arquivadas pelos meus curiosos olhos que gostam de despertar, de ver coisas que nem todo mundo vê.
minhas paixões são sempre um problema, que se resolvem quando vejo que é amor. em meio a este processo de ver, sei que é complicado explicar para quem está em um ângulo diferente. terceiras pessoas, mesmo quando agentes telespectadores do plural, nunca sabem direito o que eu transmito, aqui dentro de mim.
meus amores antigos são vistos como restos empurrados pela barriga que necessitam de digestão. mas entendo a parte que falta para completar o quebra cabeça, pois é a parte que não lhes cabe.
foram dias maravilhosos esses. pude tê-la por perto sem, no entanto, me preocupar com algo que pudesse dar errado. o mundo sem expectativas é bem minimalista, onde menos planos são mais. adoro aquela companhia sem compromisso dela, aqueles encontros do dia-a-dia que pegam seu cabelo desarrumado, que tiram dez minutos do expediente, que ajudam a passar o tempo no ponto de ônibus. e entendo, cara amigo, a falta de aprovação perante minhas risadas correspondentes às dela. não existe melhor terapia que aquela gargalhada, que o querer bem que tenho por ela, e que, ainda, só ela pode me dar.
sobre ela... não me interessa. o que ela pensa, o que ela sente. tenho preguiça só de pensar em tentar descobrir, um impulso de franzir a testa e um suspiro de "deixa pra lá".
perdi a vontade de mudar o mundo. e um pouco de vontade dela também.
passa. (mas quando?)

1 comentários.:

Janie disse...

o mundo sem expectativas é bem minimalista, onde menos planos são mais...
Ah! Como estou te adorando!